Como a tecnologia suporta o futuro das telecomunicações e mídias no Brasil?

Como a tecnologia suporta o futuro das telecomunicações e mídias no Brasil?

Setembro de 2021 – A crise da Covid-19 ampliou a lacuna de desempenho entre as organizações que investiram e não investiram em transformação digital e inovação tecnológica antes da pandemia. As organizações que eram líderes digitais antes da crise estão mais fortes.  

Desde o início da pandemia da Covid-19, o setor de telecomunicações e mídia foi essencial para apoiar a continuidade do trabalho à distância e promoção da vida social, garantindo o acesso virtual ao mundo por meio da internet, reduzindo o isolamento imposto pelo distanciamento social. Testemunhamos um uso generalizado de métodos de comunicação, que certamente hoje se tornaram essenciais e que permitiram a expansão das empresas de telecomunicações. Neste cenário, o setor recuperou sua excelência ao afirmar relevância em sua resposta positiva à crise, apoiando pessoas, empresas e governos.  

Foi por meio dos serviços providos pelas empresas de telecomunicações que conseguimos chegar neste cenário do “novo normal” e muitas das tendências tecnológicas aceleradas pela pandemia irão persistir. 

Por natureza, a indústria de telecomunicações tem a tecnologia em seu core business, fazendo não só o uso em sua operação como também vendendo como serviço, o que agrega valor para os mercados consumidor e corporativo. Ainda assim, as teles possuem um grande desafio pela frente: uma demanda cada vez mais crescente e exigente de seus serviços e isso significa grande impactos em suas operações: construção de novos modelos de negócios com parceiros, agilidade no lançamento de novos serviços, garantia da qualidade, preço competitivo e tudo isso associado a aumento de receita e de margem. 

A indústria de telecomunicações já vinha num caminho de modernização de suas redes com implantação do 5G e de redes definidas por software, mas a pandemia acelerou muito esses processos. Igualmente, do lado da TI, estamos vendo contínuo investimento em projetos de modernização de suas plataformas de TI baseadas em nuvem para suportar o negócio. Por exemplo, vemos o desenvolvimento de soluções avançadas baseadas em Inteligência Artificial e Machine Learning para maximizar o valor dos dados, habilitar novos serviços e reduzir custos de operação.  

Nas tradicionais soluções BSS (Business Support System) e OSS (Operations Support System) vemos transformações ocorrendo nos níveis de sistemas e de infraestrutura por meio da implementação de arquitetura de desacoplamento de dados através de microsserviços, bem como a migração dessas soluções em ambientes escalonáveis na nuvem, habilitando e viabilizando, por conseguinte, integrações mais rápidas com canais digitais e apps. 

Quanto à experiência do cliente final, esses investimentos tecnológicos devem garantir serviços de qualidade, plataformas de atendimento cada vez mais self-service com omnicanalidade e automação por bots. Devem também garantir a privacidade dos dados dos usuários e permitir ao consumidor cada vez mais o acesso a conteúdo exclusivo e intuitivo com recomendações baseadas de acordo com o seu perfil. 

Por fim, também no cenário B2B, as empresas de telecomunicações e mídia desfrutarão cada vez mais dos ecossistemas digitais e terão mais modelos de negócios híbridos do tipo revenue share integrados com parceiros de serviços, de produtos ou de outras soluções tecnológicas alavancados por integrações via APIs (Application Programming Interface) monetizadas.  

A pandemia evidenciou a necessidade das empresas evoluírem para modelos de negócios mais inovadores e implementados com modelos operacionais ágeis, não só para aumentar a competitividade no mercado, mas também para garantir a sua sobrevivência em caso de eventos imprevisíveis, que podem alterar todas as regras de negócios em pouco tempo. Portanto, as empresas do setor de telecomunicações e mídia perceberam que é necessário evoluir trabalhando em estratégias de negócios de médio a longos prazos que lhes permitam aproveitar as oportunidades tecnológicas antes que elas se tornem uma necessidade para a sobrevivência. 

*Filippo Di Cesare é CEO Latam (Brasil e Argentina) da Engineering, companhia e consultoria global de Tecnologia da Informação especializada em Transformação Digital. 

Veículo Portal CIO: https://bit.ly/artigo_futurotelecom

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