Alexandre Sartori, diretor do segmento de Metal & Mining, fala sobre a Transformação Digital nas empresas de mineração e indústria extrativa.

Alexandre Sartori, diretor do segmento de Metal & Mining, fala sobre a Transformação Digital nas empresas de mineração e indústria extrativa.

A mineração e a indústria extrativa são uns dos mais importantes pilares do crescimento econômico no Brasil e movimentam anualmente cerca de US$ 50 bilhões, de acordo com a Agência Envolverde. Mas, apesar da tamanha representatividade na economia, nas exportações e na geração de emprego, a maioria das empresas do setor encontram-se no início da jornada de Transformação Digital.

Somada à tardia inovação, os preços das commodities estão baixando, o volume de minério sendo transportado entre as plantas de extração e beneficiamento e os portos está aumentando e, finalmente, a escassez de mão-de-obra qualificada está aumentando com o tempo. Qual o resultado? A indústria da mineração encontra-se cada vez mais pressionada a inovar com o objetivo de aumentar seu crescimento e atender a demanda global por commodities minerais.

Para ajudar o setor nesta missão, algumas tecnologias estão sendo desenvolvidas, modernizadas e integradas. Muitos destes investimentos têm o objetivo de otimizar as operações de mineração, aumentando o volume disponível de minério para exportação aos grandes mercados mundiais, em especial, a China.

Por isso que a inovação na indústria da mineração geralmente começa no transporte terrestre, mais especificamente, nos maquinários móveis usados no processo de extração e beneficiamento mineral.

Com o uso de uma solução de automação, que conecta e integra a frota de máquinas móveis e seus motoristas, as empresas ganham visão da operação, o que significa obter conhecimento dos ativos que estão nas minas e usinas, suas necessidades de manutenção, bem como a condição de fadiga do motorista antes e durante o ato de dirigir.

Além disso, as empresas passam a ter controle diário da produção, o que permite a tomada de decisões mais estratégica e a alocação de recursos mais assertiva. Sem a automação dos processos, essas informações são recebidas em relatórios mensais, que dependem de um humano para realizar os apontamos e, na maioria dos casos, não estão na nuvem para serem acessadas em tempo real e de qualquer localidade.

Este ganho de eficiência operacional impacta diretamente nas finanças das empresas que, por meio do controle da cadeia de suprimentos, podem executar e gerenciar melhor as suas operações de vendas, estoques e os fluxos de produtos, de forma a controlar os riscos e otimizar os custos.

Portanto, independente da importância econômica da indústria da mineração, as empresas do setor têm que automatizar e otimizar sua logística de transporte a fim de reduzir seus custos e estar em dia com a Transformação Digital. Afinal, num cenário de Indústria 4.0, não basta representatividade na economia. Para manter a competividade, aumentar a lucratividade e, basicamente, sobreviver, é preciso ser digital.  

*Alexandre Sartori é diretor de Metals & Mining da Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital

Veículo CIO: https://cio.com.br/automacao-e-sinonimo-de-sobrevivencia-na-mineracao/

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