Engineering
Entrevista

Engineering Brasil apresenta plataforma para operação corporativa de IA em larga escala

Novo módulo de IA da plataforma DHuO permite estruturar, integrar e governar o uso de IA dentro das operações 

Junho de 2026 – A Engineering Brasil anuncia a evolução da plataforma DHuO com o lançamento de um módulo dedicado à inteligência artificial corporativa, voltado à construção e operação de agentes inteligentes integrados aos sistemas das empresas. O movimento marca uma mudança no papel da plataforma, que passa a sustentar iniciativas de IA dentro da operação, conectando modelos, dados e aplicações sob uma mesma arquitetura.

A transformação acontece em um momento em que a adoção de IA já é realidade, mas a execução ainda enfrenta entraves. Segundo a McKinsey, 88% das empresas utilizam a tecnologia em alguma área, mas poucas conseguem escalar iniciativas com impacto consistente no negócio.

“Hoje, as empresas já entenderam o potencial da IA. O problema é fazer isso funcionar de forma consistente e em escala dentro das operações”, afirma Willy Sousa, diretor de Produtos da Engineering Brasil.

IA conectada à operação

A proposta do novo módulo de IA do DHuO é resolver um ponto recorrente nas empresas: a dificuldade de integrar IA aos sistemas que sustentam o negócio. Na prática, a tecnologia permite que aplicações baseadas em IA acessem dados distribuídos entre plataformas legadas como CRM, billing e sistemas legados, sem criar fluxos paralelos ou aumentar a complexidade operacional.

“Para gerar valor, a IA precisa consumir dados estruturados e com qualidade do que já está em operação. É aí que muitos projetos travam”, afirma Sousa.

Nesse contexto, o DHuO passa a atuar como um AI Gateway, estruturando a criação e a orquestração de agentes de IA capazes de executar processos, interagir entre si e consumir dados e serviços de forma integrada. Com a adoção de padrões como A2A (agent-to-agent) e MCP (Model Context Protocol), a plataforma estabelece uma base mais estável para que esses agentes operem conectados aos sistemas corporativos, com comunicação padronizada e capacidade de evolução contínua.

Na prática, a ferramenta DHuO habilita APIs de sistemas legados a serem consumidas por agentes inteligentes por meio do protocolo MCP, permitindo que aplicações de inteligência artificial utilizem informações já existentes na operação sem a necessidade de reconstruir integrações complexas.

O módulo é composto por quatro frentes: 

  • AI Gateway, responsável por padronizar, controlar e governar o uso de modelos de IA; 
  • MCP Server, que transforma APIs existentes de sistemas legados em fontes de dados prontas para consumo por agentes; 
  • Agent Builder, ambiente para criação e orquestração de agentes com contexto de negócio; 
  • Marketplace Agents, com agentes prontos para uso e possibilidade de reuso. 

O conjunto permite estruturar o uso de IA de forma contínua, integrada aos processos e com maior velocidade na implementação de soluções, reduzindo a dependência de iniciativas isoladas.

Governança e eficiência

Além da integração, a plataforma incorpora mecanismos de controle sobre o uso da IA, incluindo gestão de consumo, definição de limites e rastreabilidade das decisões. “Hoje, cada área começa a criar suas próprias soluções de IA sem controle. Isso gera custo, inconsistência e risco operacional. A ideia é trazer isso para dentro de uma arquitetura governada”.

Por meio do AI Gateway, o DHuO também oferece recursos avançados de governança de LLMs, como roteamento dinâmico de requisições entre diferentes provedores, incluindo OpenAI, Anthropic, Google e modelos open-source, com base em critérios como custo, latência e disponibilidade. A ferramenta também permite fallback automático entre provedores em caso de falha, garantindo maior continuidade operacional e eficiência no consumo de IA.

A IA deixa de operar como teste pontual e passa a executar fluxos de ponta a ponta dentro das regras do negócio, com acesso a dados confiáveis e controle sobre sua atuação. O uso da plataforma pode reduzir em cerca de 40% o tempo de desenvolvimento de soluções, acelerando a entrega de projetos digitais.

Com o lançamento, o DHuO passa a atuar como base para empresas que buscam estruturar o uso de IA dentro da operação, em setores como telecomunicações, energia, indústria e serviços. “Não se trata apenas de usar IA, mas de estruturar como ela opera dentro da empresa”, conclui o executivo. Saiba mais sobre o DHuO clicando aqui.

Publicação original: Mobile Time

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