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Pioneirismo em inovação: o que ter em mente antes de aumentar o investimento em IA?

A ascensão da Inteligência Artificial (IA) nos últimos anos mostrou para diversas empresas que a tecnologia não é apenas uma alternativa de investimento como qualquer outra. É uma necessidade real e urgente, uma vez que se trata de um elemento-chave para o crescimento dos negócios.

Não à toa, um levantamento realizado pela Data-Makers e CDN, envolvendo 373 lideranças, revelou que esse recurso tecnológico será fundamental para suas companhias em 2024. Dos entrevistados, 39% são CEOs, 58% ocupam diferentes cargos C-Level e outros 3% são conselheiros.

Além disso, dados da IDC também comprovam o quanto a IA é uma prioridade dentro do nosso próprio País. Segundo a consultoria, o investimento na tecnologia foi estimado em cerca de US$ 1 bilhão no Brasil em 2023. Vale destacar que o número representa um aumento de 33% em comparação ao ano anterior. 

Ou seja, estamos tratando de uma verdadeira tendência, que mudou o rumo da transformação digital de uma série de mercados. Por essa razão, sua implementação nas empresas pede pela assertividade, sendo baseada em um planejamento estratégico sólido.

Como não errar na implementação da IA?

O primeiro passo para incorporar a IA aos processos de uma empresa, sem dúvidas, é conectar a tecnologia aos seus objetivos para entender qual problema a Inteligência Artificial poderá resolver e como isso se integrar com os indicadores-chave de desempenho (KPIs). Assim, o recurso ganha um propósito claro e coerente com as estratégias da respectiva organização. 

E para traçar esses objetivos e definir estratégias, a análise de dados tem um papel extremamente importante. Afinal, as informações em questão passam a se tornar insights, impulsionando KPIs e a resolução de problemas específicos com soluções assertivas. Sem coincidências, o mercado de Big Data Analytics deve ultrapassar os US$549 bilhões globalmente até 2028, como aponta uma pesquisa da Fortune Business Insights.

Outro ponto importante é que o uso da IA não implica só em eficiência, mas também em ética. Nesse cenário, é necessária uma estrutura de governança adequada para garantir transparência, controle e gerenciamento ético dos sistemas. Dessa forma, tanto os clientes quanto os colaboradores poderão utilizar esses recursos de maneira segura e responsável, sem preocupações com vazamentos ou a utilização inadequada de informações sensíveis.

E por falar nas equipes, investir em talentos especializados em IA, ciência de dados e gestão de projetos ágeis deve ser um dos focos das lideranças. Os profissionais são os pilares para o sucesso de qualquer estratégia, afinal, possuem o conhecimento técnico para criar soluções inovadoras e eficazes. Inclusive, a relevância dos times também envolve a construção de fluxos de trabalho cross-funcionais, alinhando equipes de negócios e TI.

Por fim, a priorização do reuso e expansão da IA – quando aplicável – antes de investir em novos produtos e processos é mais um aspecto relevante a ser destacado. Definir indicadores claros de custo-benefício, como o Retorno Sobre o Investimento (ROI), e estabelecer uma metodologia de monitoramento contínuo ajudam a economizar recursos de forma significativa, tirando o máximo de proveito da infraestrutura já existente.

Quais são as consequências de incorporar a IA corretamente?

Vale frisar que prevenir erros na implementação da IA na empresa em questão não é o mesmo que eliminar imprevistos. Assim como todas as ferramentas tecnológicas e decisões estratégicas no geral, o mercado sempre reservará algumas surpresas, incluindo potenciais falhas dos sistemas de IA para situações específicas.

Por outro lado, as empresas que abraçam a transformação digital de modo consciente aprendem rapidamente a mitigar esses problemas. Consequentemente, a jornada de incorporação da tecnologia se torna sustentável, com a organização conseguindo evoluir simultaneamente às suas novas descobertas e atualizações.

Ao manter essas considerações no radar, as companhias estarão prontas para incorporar a IA em 2024, de acordo com as suas demandas particulares. Ao contrário do que muitos pensam, o futuro tecnológico não está distante, ele já chegou. 

Portanto quanto mais esforços forem dedicados aos formatos digitais com responsabilidade e eficácia, maior será a chance de vermos novas organizações inovando de forma pioneira.

*Por Fábio Braz, CRO da Engineering Brasil.

Publicação original: TI Inside

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